Manifestações espontâneas e a incredulidade

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Manifestações espontâneas e a incredulidade

Manifestações espontâneas e a incredulidade
No item 87 do Livro dos Médiuns lemos que,
as manifestações espontâneas nem sempre se limitam a ruídos e batidas. Degeneram às vezes em verdadeira barulheira e em perturbações. Móveis e objetos são revirados, projéteis diversos são atirados de fora, portas e janelas são abertas e fechadas por mãos invisíveis, vidraças se quebram e tudo isso não pode ser levado à conta de ilusão.
Toda essa desordem é muitas vezes real, mas algumas vezes é apenas aparente. Ouve-se gritaria num cômodo ao lado, barulho de louça que cai e se despedaça, de achas de lenha rolando no assoalho. Corre-se para ver e encontra-se tudo tranquilo em ordem. Mas a gente se retira, porém, e o tumulto recomeça.
Tudo isso é perfeitamente possível se considerarmos os Espíritos como forças atuantes da natureza e com capacidades de provocarem os ditos fenômenos.
Porém no item 88 somos advertidos que a “[…] trapaça, por sua vez, não perdeu a ocasião de explorar a credulidade, quase sempre em proveito pessoal”.
Compreende-se ainda a impressão que fatos dessa espécie, mesmo reduzidos à realidade, podem produzir em caracteres fracos e predispostos, pela educação, às ideias supersticiosas.
O meio mais seguro de prevenir os inconvenientes que possam acarretar, pois não se pode impedi-los, é dar a conhecer a verdade.
As coisas mais simples tornam-se assustadoras quando ignoramos as causas. Havendo familiaridade com os Espíritos, e os que recebem suas comunicações não mais acreditando que se trata de demônios, o medo desaparecerá.
O que precisamos entender é que estas manifestações tiveram e têm um fim útil e providencial, ou seja, chamar a atenção através dos fenômenos para a realidade espiritual, ainda que muitos deles possam ser oriundos pura e simplesmente das criações das mentes humanas, quer sejam por superstições, quer sejam por medo, é fato comprovado pelas experiências espíritas. Muitos fatos autênticos desse gênero podem ser lidos na “Revista Espírita”. Entre outros, o do espírito batedor de Bergzabem, cujas estripulias duraram mais de oito anos (nº de maio, junho e julho de 1858); o de Dibbelsdorf (agosto de 1858); a do “Padeiro das Grandes Vendas”, próximo a Dieppe (março de 1860); o da Rua de Noyers, em Paris (agosto de 1860); o do “Espírito de Castelnaudary”, sob o título de “História de um Condenado” o da fabricante de São Petersburgo (abril de 1860), e assim por diante.
Para Herculano Pires, desconhecimento do problema mediúnico, a negação sistemática da ação dos Espíritos, a ignorância do assunto, enfim, são os responsáveis pelo tabu espírita, criador de neuroses e perturbações mentais. Ao lado das superstições, que agravam as consequências das manifestações inevitáveis, temos ainda o preconceito cultural, o falso saber de pessoas que se julgam orgulhosamente detentoras, como diz Kardec, de todas as leis naturais. A divulgação teórica e prática do Espiritismo é a única maneira possível de evitar todos esses inconvenientes, familiarizando as criaturas com esse aspecto inegável da realidade.
Para aquele que não estuda ou simplesmente nega, tudo isso pode ter caracteres de misterioso. Porém os estudos espíritas nos revelam de maneira dificilmente contestável, graças aos meios que nos proporcionam de nos comunicarmos com eles.
Aliás, os estudos espíritas nos ensinam também a distinguir o que há de real, de falso ou de exagero nos fenômenos que examinamos.
[…] Homens fortes, armai-vos; homens fracos, fazei armas de vossa brandura e de vossa fé; tende, mais persuasão, mais constância na propagação de vossa doutrina; não é senão um encorajamento que viemos vos dar, não é senão para estimular vosso zelo e vossas virtudes que Deus nos permite nos manifestarmos a vós; mas se se quisesse, não se teria necessidade senão da ajuda de Deus e da própria vontade; as manifestações espíritas não são feitas senão para os de olhos fechados e os corações indócis. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIII, instruções dos espíritos -São Vicente de Paulo, Paris, 1858).

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