O MARAVILHOSO E O SOBRENATURAL

MOMENTO ATUAL E MENSAGENS APÓCRIFAS
outubro 24, 2016
Feira do livro
março 16, 2017
Exibir tudo

O MARAVILHOSO E O SOBRENATURAL

”Se a crença nos Espíritos e nas suas manifestações fosse uma concepção isolada, o produto de um sistema poderia com certa razão ser suspeita de ilusória. Mas quem nos diria, então, por que ela se encontra tão viva entre todos os povos antigos e modernos, nos livros santos de todas as religiões conhecidas? Isso, dizem alguns críticos, é porque o homem, em todos os tempos, teve amor ao maravilhoso. — Mas o que é o maravilhoso, segundo vós? — Aquilo que é sobrenatural? — E que entendeis por sobrenatural? — O que é contrário ás leis da Natureza. — Então conheceis tão bem essas leis que podeis marcar limites ao poder de Deus? Muito bem! Provai então que a existência dos Espíritos e suas manifestações são contrárias às leis da Natureza; que elas não são e não podem ser uma dessas leis. Observai a Doutrina Espírita e vereis se no seu encadeamento elas não apresentam todas as características de uma lei admirável, que resolve tudo o que os princípios filosóficos até agora não puderam resolver.” (Capt II item 7)

Suely Caldas Schubert nos ensina que: “para os que consideram a matéria a única potência da Natureza, tudo o que não pode ser explicado pelas leis da matéria é maravilhoso, ou sobrenatural, e, para eles, maravilhoso é sinônimo de superstição”.

A falta de conhecimentos das leis que regem os fenômenos da natureza, criaram ao longo dos séculos histórias fantasiosas que povoaram o universo do popular e criaram as crendices que, hoje, com o avento das modernidades muitas delas caíram no esquecimento. Presenças imateriais, constantes, vivas e atuantes vistas por muitos, pressentidas por alguns, transformam-se, ao sabor das fantasias daqueles que não as compreendiam, em fatos maravilhosos e sobrenaturais, aumentados ao sabor da imaginação humana.  Até hoje alguns desses acontecimentos, ainda vez ou outra, vêm a tona, como, por exemplo, o caso da “mula-sem-cabeça” que ainda prossegue assustando as criaturas. O estudo desse caso, entre tantos outros, a lógica nos leva a crer que tal lenda nasceu da aparição de alguns Espíritos zombeteiros que apareciam nessa forma para assustar os incautos com o que eles se divertiam.
Allan Kardec esclarece a respeito: “(…) Mas, também já temos dito que o Espírito, sob seu envoltório semimaterial, pode tomar todas as espécies de formas, para se manifestar. Pode, pois, um Espírito zombeteiro aparecer com chifre e garras, se assim lhe aprouver, para divertir-se à custa da credulidade daquele que o vê, do mesmo modo que um Espírito bom pode mostrar-se com asas e com uma figura radiosa.”(Cap. VI, Item 113-ª)

Conclui-se então, que o sobrenatural não existe e que tudo está dentro da lei da natureza e medida que vamos nos esclarecendo, o que é sobrenatural toma forma de coisas naturais e possíveis de acontecerem.

Os comentários estão encerrados.