Obsessões, enfermidades e passes

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Obsessões, enfermidades e passes

Obsessões, enfermidades e passes
Quase todos os dias nos deparamos com pessoas que procuram as casas espíritas, com problemas obsessivos já em estado avançado, levando muitas vezes essas criaturas às doenças de difíceis diagnósticos pelos médicos da Terra, que não consideram a possibilidade da influência espiritual.
Allan Kardec no livro “A Gênese”, nos diz que “nos casos de obsessão grave, o obsidiado fica como que envolto e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele […]”. Ainda nos orienta o codificador, na mesma obra, que sendo o períspirito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido.
Esses fluidos exercem sobre o períspirito uma ação tanto mais direta quando, por sua extensão e irradiação, o períspirito com eles se confunde. Atuando esses fluidos sobre o períspirito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com o qual se acha em contato molecular. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. “Se os eflúvios maus são permanentes e enérgicos, podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades”. Daí a ideia de que “no conhecimento do períspirito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis”. (Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, cap. I).
Em “Mecanismos da Mediunidade”, encontramos os seguintes apontamentos de André Luiz.
Compreendemos assim, perfeitamente, que a matéria mental é o instrumento sutil da vontade, atuando nas formações da matéria física, gerando as motivações de prazer ou desgosto, alegria ou dor, otimismo ou desespero, que não se reduzem efetivamente a abstrações, por representarem turbilhões de força em que a alma cria os seus próprios estados de mentação indutiva, atraindo para si mesma os agentes (por enquanto imponderáveis na Terra), de luz ou sombra, vitória ou derrota, infortúnio ou felicidade […]. Acumulando em si mesma as forças autogeradas em processo de profundo desequilíbrio, a alma exterioriza forças mentais desajustadas e destrutivas, pelas quais atrai as forças do mesmo teor, caindo frequentemente em cegueira obsessiva […]. E chegadas as semelhantes conturbações, seja no arrastamento da paixão ou na sombra do vício, sofrem a aproximação decorrentes mentais arrasadoras, oriundas dos seres empenhados à crueldade, por ignorância – encarnados e desencarnados -, que, vampirizando a existência, lhes impõem disfunções e enfermidades de variados matizes, segundo os pontos vulneráveis que apresentem, criando no mundo vastas províncias de alienação e sofrimento.
Ainda sobre enfermidades encontramos em “O que é o Espiritismo”:
Não confundamos a loucura patológica“ com a obsessão; esta não provém de lesão alguma cerebral, mas da subjugação que Espíritos malévolos exercem sobre certos indivíduos, e que, muitas vezes, têm as aparências da loucura propriamente dita.
Ainda em “O que é o Espiritismo”:
[…] Fazendo conhecer esta nova causa de perturbação orgânica, o Espiritismo nos oferece, ao mesmo tempo, o único meio de vencê-la, agindo não sobre o enfermo, mas sobre o Espírito obsessor. O Espiritismo é o “remédio e não a causa do mal”.
Para tanto o Espiritismo oferece além do tratamento específico da obsessão, a terapia do passe como um dos elementos eficazes para a cura dessas enfermidades oriundas das obsessões.
Do ponto de vista “técnico”, o passe nada mais é do que a ação dirigida de certos fluidos. Sua aplicação processa-se de períspirito a períspirito. E por estar ligado ao corpo físico, célula a célula, exerce sobre ele preponderante influência. Daí se compreende, por exemplo, o bem estar físico que decorre da ação do passe. A energia salutar transmitida ao períspirito repercute no corpo, nos órgãos enfermos, por um processo de ressonância. Terapia de amor está inserida entre os recursos capazes de auxiliar os sofredores, na medida em que lhes possibilita a absorção de novas energias, capazes de restabelecer o equilíbrio.

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