Obsessões

O Centro Espírita Nosso Lar celebra seu 6º aniversário de fundação!!
setembro 19, 2017
Obsessões, enfermidades e passes
outubro 19, 2017
Exibir tudo

Obsessões

Obsessões
No número das dificuldades que a prática do Espiritismo apresenta é necessário colocar a da obsessão em primeira linha. Trata-se do domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas. São sempre os Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento. Os bons aconselham, combatem a influência dos maus, e se não os escutam preferem retirar-se. Os maus, pelo contrário, agarram-se aos que conseguem prender. Se chegarem a dominar alguém, identifica-se com o Espírito da vítima e a conduzem como se faz com uma criança. (Cap. XXIII, item 237).
Muitos que procuram a casa espírita chegam porque supostamente estejam acometidos de uma “obsessão”. Quando alguém está sofrendo obsessão, há alterações de comportamento físico, mental e emocional, que podem ser percebidos por aqueles que estão acostumados aos trabalhos de atendimentos em casas espíritas.
A obsessão apresenta característica diversas que precisamos distinguir com precisão, resultantes do grau do constrangimento e da natureza dos efeitos que este produz. A palavra obsessão é, portanto, um termo genérico pelo qual se designa o conjunto desses fenômenos, cujas principais variedades são: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação. (Cap. XXIII, item 237).
Mas será mesmo que tudo é obsessão? Qual o conceito? O Codificador nos esclarece em ”O Evangelho Segundo o Espiritismo”:
A obsessão é a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Oblitera todas as faculdades mediúnicas; traduz-se, na mediunidade escrevente, pela obstinação de um Espírito em se manifestar, com exclusão de todos os outros.
Na questão 456 de “O livro dos espíritos”, os espíritos nos orientam que os desencarnados podem ver tudo que fazemos, desde que prestem atenção, e que constantemente nos rodeiem. Já na resposta à pergunta 457 afirmam que os espíritos conhecem nossos mais secretos pensamentos e atos, e quando nos achamos sozinhos é comum termos uma multidão de Espíritos que nos observam. Na 459 afirmam que os espíritos influem em nossos pensamentos e atos mais frequentemente do que imaginamos, e que de ordinário são eles que nos dirigem. Na 456 confirmam, que frequentemente sofremos, no mesmo instante, influência dos pensamentos dos espíritos e que esses pensamentos, não raro, contrários uns aos outros (pensamentos estes que podem ser tanto do bem quanto do mal) estão mesclados em nossas mentes, com os nossos próprios pensamentos.
Daí dá para concluir que, embora as obsessões sejam um fato, muitos dos pensamentos que por vezes imaginamos serem provenientes de um espírito desencarnado, muitas vezes são nossos.
Importante, então, que ao lidarmos com tais situações tenhamos o bom senso e acima de tudo o conhecimento doutrinário necessário para não confundir as situações e atribuir aos espíritos aquilo que corre por conta dos encarnados.
Foi por isso que o codificador abrindo o capítulo XXIII fez a categórica afirmação: “No número das dificuldades que a prática do Espiritismo apresenta é necessário colocar a da obsessão em primeira linha”.

Os comentários estão encerrados.